sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Cais da Béstida"

Antes da ponte da Varela, era aqui o fim da estrada. Do lado de lá, a Torreira, uma pequena aldeia piscatória, isolada por terra e à data só acessível por água. Daqui partiam e chegavam pessoas e mercadorias, fosse a peixeira com a canastra à cabeça para calcorrear as populações vizinhas, o médico para uma consulta do lado de lá ou aínda os primeiros veraneantes que íam a banhos. Ontem, o Sérgio Paulo Silva enviou-me esta foto a que junto o seu comentário.

Caro Marco:
A imagem que aqui te envio faz parte do meu livro sobre o S.Paio ( Um Santo Lavado com Vinho) e é uma das muitas que usei de quantas foram feitas pelo Prof. Egas Moniz que, num tempo em que eram raríssimos os que possuiam máquina fotografica, tinha sensibilidade para "gastar" as películas em paisagens e gente anónima. Para além da excelência que lhe deu o prémio Nobel, tinha outras excelências... A imagem é dos anos 20 de século passado e não carece de grandes legendas. Cá fica enquanto não te arranjo mais. Saludos.

4 comentários:

Laurus nobilis disse...

Eis mais uma faceta do Prof. Egas Moniz que desconhecia: a fotografia. Este, é um registo aqui publicado, é simultaneamente curioso e notável. Estamos perante um homem verdadeiramente multifacetado que, para além da medicina, tinha várias outras paixões. Imaginem que, há uns anos, descobri que o nosso prémio Nobel se tinha dedicado a escrever um livro intitulado "História das Cartas de Jogar", reeditado em 1998 pela editora "Apenas Livros" em parceria com a Câmara Municipal de Estarreja. Uma verdadeira pesquisa história que delicia quem, como eu, gosta de jogar com cartas...

almagrande disse...

Boas Laurus,obrigado pelo comentário. Desconhecia a existência de tal livro..e sou estarrejense.

joao veiga disse...

Amarcord de atravessar da Béstida para a Torreira numas barcoletas parecidas com as da carreira Aveiro São Jacinto, mas mais pequenas e com marquise para a Ria, e ver os fundos toda a viagem.
Que aconteceu naquelas àguas desde então, que nada hoje se vê, mais, nem de barco por lá se passa?

almagrande disse...

Comandante Veiga, hoje a vida está mais simplificada, de meia maré para baixo podemos passar a pé..nem de Vouga que cala 40cm.Nas marés vivas da semana passada o cenário era irreal.