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quarta-feira, 3 de junho de 2009

"Onde os bois lavram o Mar"

Tinhamos preparado, aqui o escriba e os escravos de serviço ao blogue, dois apontamentos sobre a Arte Xávega, o anterior e um que também se publicou no Youtube, filmado na Praia de Mira nos anos Oitenta. Apareceu entretanto um outro, filmado na mesma praia uns quantos anos antes, que só peca por estar incompleto. Junto-lhe algumas palavras de Egas Moniz, retiradas do seu livro "A Nossa Casa", algumas recordações da sua primeira passagem pela Praia da Torreira.

"Depois, no regresso, o costumado banho. O mar continuava ruim, mas ia decrescendo o desmando das ondas alterosas, prometendo próximos dias de pesca. Diziam os entendidos que havia sinal de sardinha. Uma companha, suponho que a do arrais Sebolão, arrostou o mar, ainda agitado, no lanço das 11 horas. O barco com as cordas e as redes, correu o perigo, com a sua proa arqueada e a sua meia quilha, afrontando as águas. Daí a momentos ele desaparecia no vale das ondas para surgir altaneiro no dorso das vagas e voltar a ocultar-se da vista dos que o seguiam com ansiedade. Isto durou longos minutos. Em certa altura viu-se o arrais a fazer grande esforço para atacar de frente as ondas que, se batessem de flanco, poderiam voltar a embarcação. Mas vinham outras traiçoeiras, de ressaca. Logo correu pela classe piscatória que havia barco em perigo. Tudo apareceu na praia. Não ficou viv'alma nos palheiros. Também saímos a ver o que se passava. Parecia que a população decuplicara. Era uma vozearia vibrante que penetrava pelos ouvidos até às almas angustiadas. Velhos a clamarem, mulheres a barafustarem, crianças a chorar..."

domingo, 31 de maio de 2009

"Mudar de Vida"

Cenas da Arte Xávega na praia do Furadouro, retiradas do filme "Mudar de Vida", realizado por Paulo Rocha em 1966.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"Tabarly"


Este filme andava há uns meses aqui nos confins das arcas, à espera de levar uns cortes e costuras porque é bastante longo, mas o tempo foi passando e nem cortes nem recortes. Fica a versão integral, que dá para ir petiscando ou para fazer a refeição completa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"À beira-mar plantado"


Filme feito para a Nato em 1956 que, independentemente da propaganda implícita, vale por algumas das imagens capturadas

terça-feira, 28 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"Pesca do Cerco no Tejo"

Aos ratoneiros do costume aquele abraço. Piratas..

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Shamrock V"

Tenho um gosto especial por estes colossos, devem ter proporcionado momentos absolutamente ímpares a quem os viveu. Um homem como Sir Charles Lipton, que durante trinta anos correu atás de um sonho que nunca alcançou, gastando milhões e sempre com um fair-play fora do vulgar é um exemplo. Se pensarmos que, entre 1899 e 1930 mandou construir cinco barcos extraordinários, do mais moderno que havia no Velho Mundo para atravessar o Atlântico e ir desafiar os americanos, faz dele um homem especial.

Shamrock V - comp.-36,58m / larg. -5,85 / cal. -4,81m / ano de construção - 1930

terça-feira, 10 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Os Homens da Falésia"

Pesca e apanha de percebes na praia da Atalaia. Realizado por Helder Mendes nos anos sessenta

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Baleação"

"Está tudo calado e ansioso, ninguém diz palavra inútil: homens, barco, arpoador e arpão, tudo tem o mesmo corpo e a mesma alma. São sete, à caça do monstro. Todos ganham: uma baleia dá muito óleo e o óleo dá muito dinheiro. Às vezes dá âmbar. Já outras canoas de aproximam. Mas, antes que lhe tirem a baleia, o trancador lança o ferro. O bicho tem um momento de hesitação e surpresa, como o touro quando lhe cravam a bandarilhas, o que permite ao barco desviar-se numa remada, antes de ser abafado na cauda ou envolvido no redemoinho das ondas. Não há um segundo de dúvida ou movimento falso. A baleia mergulha entre as vagas, com o risco de os arrastar para o fundo, e leva-os numa velocidade de expresso, pelo mar fora, porque aquela grande massa é de uma agilidade espantosa. E lá vão no curso entre as águas rasgadas, no grande sulco aberto com violência tomando tento na linha. A baleia mergulha. Corre agora linha de manilha americana, muito bem enrolada dentro de duas selhas, e os homens pálidos e imóveis, com o coração do tamanho de uma pulga, esperam. A baleia pode desaparecer durante vinte minutos. Às vezes a linha acaba-se quando a baleia mete muito para o fundo. Se está outro barco perto, fornece-lhe mais linha, senão a baleia perde-se: têm de cortar a manilha ou são arrastados para o abismo. A arça é o fim da linha, e é com pena que eles a vêm acabar-se. Passam a ponta de mão em mão, até ao último tripulante, que só larga com desespero. Mas em geral a baleia mergulha, vem à tona antes que se acabe a linha, e o que ela mostra primeiro é o focinho, para resfolgar. Aproxima-se e dão-lhe uma lançada ao pé da asa para a sangrarem. Mergulha, reaparece, esgotam-na e têm-na certa quando começa a esguichar sangue pelas ventas. "

Excerto retirado do site da Câmara Municipal das Lajes do Pico

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Pescadores de Setúbal"

Setúbal - pesca da sardinha, década de 1920.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Rabelos no Douro"

Um brinde ao Ano Novo com um cálice de Porto. Bom Ano.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Pescadores da Afurada"

Realizado por Helder Mendes na década de sessenta. Aos do costume, Moreira na pesquisa e Quim nas máquinas, o meu obrigado.