sexta-feira, 20 de maio de 2011

"MMI"


Angus McBean



Bill Permutter



Burt Glinn

O Museu Marítimo de Ílhavo estreia uma exposição prometedora, O nosso mar visto por outros, grandes fotógrafos por detrás do óculo. Dois ou três instantâneos da outra face. A não perder.

domingo, 15 de maio de 2011

"Sailing SHAMROCK V"







"Leste"


O Leste soprou toda a noite, quente e macio. Estranha-se cada vez que ele sopra, geralmente traz-me o cheiro do país a arder, lá mais pelo meado do verão. Assobia na frincha da janela, sopra durante a noite e os cedros vergam-se em bailados coreografados. São noites em que só se ouve o vento, os bichos calam-se e esperam.

domingo, 8 de maio de 2011

"Ode ao Mar"


Água, sal e vontade — a vida!
Azul — a cor do céu e da inocência.
Um lenço a colorir a despedida
Da galera da ausência...

Mar tenebroso!
Mar fechado e rugoso
Sobre um casto jardim adormecido!
Mar de medusas que ninguém semeia,
Criadas com mistério e com areia,
Perfeitas de beleza e de sentido!

Vem a sede da terra e não se acalma!
Vem a força do mundo e não te doma!
Impenitente e funda, a tua alma
Guarda-se no cristal duma redoma
 
 

Guarda-se purificada em leve espuma,
Renda da sua túnica de linho.
Guarda-se aberta em sol, sagrada em bruma,
Sem amor, sem ternura e sem caminho.

O navio do sonho foi ao fundo,
E o capitão, despido, jaz ao leme,
Branco nos ossos descarnados;
Uma alga no peito, a flor do mundo,
Uma fibra de amor que vive e treme
De ouvir segredos vãos, petrificados.

Uma ilusão enfuna e enxuga a vela,
Uma desilusão a rasga e molha;
Morta a magia que pintava a tela,
O mesmo olhar de há pouco já não olha.



 Na órbita vazia um cego ouriço
Pica o silêncio leve que perpassa...
Pica o novo feitiço
Que nasce do final de uma desgraça.

Mas nem corais, nem polvos, nem quimeras
Sobem à tona das marés...
O navio encalhado e as suas eras
Lá permanecem a milhentos pés.

Soterrados em verde, negro e vago,
Nenhum sol os aquece.
Habitantes do lago
Do esquecimento, só a sombra os tece...


Ela és tu, anónimo oceano,
Coração ciumento e namorado!
Ela que és tu, arfar viril e plano,
Largo como um abraço descuidado!

Tu, mar fechado, aberto e descoberto
Com bússolas e gritos de gajeiro!
Tu, mar salgado, lírico, coberto
De lágrimas, iodo e nevoeiro!

Miguel Torga
Fotos - Michael K.

"Vintage Sailing"




quinta-feira, 5 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Ria"








Imagens da bela passeata de sábado passado, proporcionada aos meninos do IPO e que, felizmente, já começa a ser habitual. As previsões de chuva não bateram certo e um final de manhã óptimo possibilitou inclusivé uma ida ao mar. A garotada gostou e os mais velhos também.
Ao armador do "Veronique", o meu agradecimento pelo convite.

domingo, 24 de abril de 2011

"La grande bouffe"


Tinha previsto um dia pacífico, um passeio pelos domínios da Cenário a assistir ao renascer dum velho casco de Vouga, mais um a engrossar a frota, de cara lavada e pronto prás lides. A época é dada a renascimentos, daqui se deseja longa vida ao "Celta", prestes a voltar às batalhas com ventos e marés.
Adiada a festa de lançamento por força de outras festas, em boa hora recebo um sms a desafiar-me para um bordo.."Há vento!".
Logo à saída da Costa Nova, um ventinho fresco a servir de aperitivo para uma tarde de altíssimo luxo, de grande vela  e emoções fortes.
O vento foi crescendo, a luz intercalava com a sombra de nuvens mais carregadas e um ventinho que exigia cada vez mais atenção à medida que nos chegávamos à entrada da barra.
O que seguiu foi uma montanha russa de água, vagas curtas e cavadas,vento a exigir o máximo de atenção à tripulação, enquanto o pequeno Sprinto saltava na crista de ondas que nos brindavam com grandes chapadas de água. Absolutamente brilhante!
Depois de uma boa milha mar-adentro, voltámos numa cavalgada fantástica, a surfar aquelas bestas desencontradas, pendurados na borda, no meio daquele mar esburacado.
A festa continuou ainda pela Ria fora, com uns belos plananços pra final de festa.
Acostámos ainda com a luz a alternar com as sombras, a Ria pardacenta e eu encharcado mas profundamente feliz.

sábado, 23 de abril de 2011

"Outros olhares"

Filipa Faustino

A. Cravo

José Folha

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Weekend"




Ainda não sei se será este fim de semana que vai à água, mas pelo menos da barrela não se escapa.
Agrupar palamenta, pô-lo em ordem de marcha e ver onde anda a tripulação tresmalhada.
Bom fim de semana aos passantes, de preferência com umas velejadas pelo meio.

sábado, 16 de abril de 2011

"Ria de Sonho"








De passeio pela parte mais a norte da Ria, apanhei pelo caminho os participantes das "Regatas de Abertura" da NADO. Excelente tarde, ventinho pacífico e uma temperatura óptima. A Ria com os barquinhos à solta é outra coisa.

"Outras Paragens"





terça-feira, 12 de abril de 2011

"Vintage Sailing"



Newport Harbor - 1888

"Reaper" - 1893

"Exile"- 1892

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Willard Bond"

The Beat

Wave Walker

Off Manhasset

terça-feira, 5 de abril de 2011

"Sharpies na Costa Nova"








Não passava de um puto quando andei a primeira vez de Sharpie. Durante as férias "Grandes", aquelas que duravam três meses ou mais e andávamos "como bandos de pardais à solta" pela Torreira, a fazer o que nos desse na real gana, muitos de nós descrobiam a vela porque era à borla, estava ali e havia quem nos aturasse as maluqueiras. Nesses Verões de intermináveis bons momentos e vivências que perduram, experimentei um destes pela primeira vez, sentadito na borda a tentar não atrapalhar muito quem ia aos comandos. Apenas os mais velhos e experimentados estavam autorizados a andar com as "máquinas do clube", os petizes que andassem com os "Lusitos", "Cadetes" e alguns nos "Snipes".
A sensação que tenho dessa primeira experiência, embora vaga sempre foi muito boa, o barco era muito mais rápido que os normalmente utilizados pelos mais novatos.
Este fim de semana, em jeito de estreia desportiva, fui até ao Sharpie Clube de Aveiro para participar na primeira PAN da época, a convite de um amigalhaço que se lembrou de mim, em boa hora!
No sábado, embora o dia estivesse a ameaçar chuva, o vento que chegou a estar fresquinho, baixou um pouco nas horas das regatas e cumpriu o seu papel na perfeição.
As memórias que tinha avivaram, continua a ser um belo barco de regatas, rápido, sensível ás afinações, exigente para as tripulações, flúido sobre a água e que dá imenso prazer.
Percebe-se fácilmente que seja uma classe com adeptos ferrenhos.
Depois das três regatas feitas no sábado, as agendadas para domingo foram canceladas de comum acordo, o vento já soprava um bocado forte demais.
Os meus parabéns ao Sharpie Clube pelas belas instalações, ambiente cordial e simpatia.
Ficam umas fotografias rapinadas do site do Clube, da autoria de Paulo Silveirinha. Venha a próxima!
 

sábado, 2 de abril de 2011