Não passava de um puto quando andei a primeira vez de Sharpie. Durante as férias "Grandes", aquelas que duravam três meses ou mais e andávamos "como bandos de pardais à solta" pela Torreira, a fazer o que nos desse na real gana, muitos de nós descrobiam a vela porque era à borla, estava ali e havia quem nos aturasse as maluqueiras. Nesses Verões de intermináveis bons momentos e vivências que perduram, experimentei um destes pela primeira vez, sentadito na borda a tentar não atrapalhar muito quem ia aos comandos. Apenas os mais velhos e experimentados estavam autorizados a andar com as "máquinas do clube", os petizes que andassem com os "Lusitos", "Cadetes" e alguns nos "Snipes".
A sensação que tenho dessa primeira experiência, embora vaga sempre foi muito boa, o barco era muito mais rápido que os normalmente utilizados pelos mais novatos.
Este fim de semana, em jeito de estreia desportiva, fui até ao Sharpie Clube de Aveiro para participar na primeira PAN da época, a convite de um amigalhaço que se lembrou de mim, em boa hora!
No sábado, embora o dia estivesse a ameaçar chuva, o vento que chegou a estar fresquinho, baixou um pouco nas horas das regatas e cumpriu o seu papel na perfeição.
As memórias que tinha avivaram, continua a ser um belo barco de regatas, rápido, sensível ás afinações, exigente para as tripulações, flúido sobre a água e que dá imenso prazer.
Percebe-se fácilmente que seja uma classe com adeptos ferrenhos.
Depois das três regatas feitas no sábado, as agendadas para domingo foram canceladas de comum acordo, o vento já soprava um bocado forte demais.
Os meus parabéns ao Sharpie Clube pelas belas instalações, ambiente cordial e simpatia.
Ficam umas fotografias rapinadas do site do Clube, da autoria de Paulo Silveirinha. Venha a próxima!