
quinta-feira, 15 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
"Saveiro"

Imagem enviada por Gustavo Pacheco, do blog http://rato-skipper.blogspot.com/
"Essa fotografia foi tirada em 2002, em Itaparica, na Baía de Todos os Santos, lado oposto a Salvador, Bahia, Brasil. Esse saveiro, um dos poucos restantes hoje em dia, de uma flotilha que no passado foi enorme, mantém viva a tradição para o qual este tipo de barco foi criado, o transporte de carga a vela, entre o Recôncavo Bahiano e Salvador. Aqui, ele deixa a Ilha das Canas, depois de descarregar pedras que foram usadas mais tarde na construção de um muro junto ao mar. O interessante, é que neste dia soprava um Sudoeste, vento de frente fria, mas difícil de chegar até Salvador. Se reparar bem, tem um outro saveiro atraz. Estes barcos, mesmo transportando carga, apostam corrida (ou match-race). Maiores informação em: http://www.vivasaveiro.org/site/"
abraço,
Gustavo Pacheco
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sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
"Les Nuits"

Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê
Quem não ouve música
Quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destói o seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Ou não conversa com que não conhece.
Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
E os corações aos tropeços
Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto,
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…
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Pablo Neruda
quarta-feira, 30 de junho de 2010
"Vento"

É sexta-feira e a antecipação do fim-de semana sobrepõe-se à vontade de trabalhar, vejo o windguru e o instituto de meteorologia, coisa que, em abono da verdade, andava a fazer desde o início da semana. O vento está bom, a crescer como de costume, nas horas do costume.
Um salto a ver as marés, a tentar conciliar ventos e águas, na perspectiva do equilíbrio da situação. É sempre de bom tom não matar a avozinha com ventos a roçar o escandaloso, quando a ideia era um passeio tranquilo da Béstida ao Guedes pra uma nata e uma meia de leite.
Depois do plano de vôo traçado telefono a dois ou três a espicaçá-los, na perspectiva de um dia entre amigos, a apanhar umas chuveiradas e umas nódoas negras e ainda ter que desmontar e lavar o barquinho. Admiro a paciência de quem tem paciência pró vento, de estar molhado até ás entranhas e estar feliz, ou à espera do primeiro sinal dele, caso se digne aparecer.
Pelo meio ficam momentos absolutamente únicos, de perfeita harmonia com o meio, de perfeição estética, de uma beleza que se vai saboreando mais tarde.
Há dias andei num barco em que o vento uivava enquanto passava pelos brandais, era capaz de jurar que era engraçado o que dizia.
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
"Verão Azul"
Desejo a você…Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
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Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Sagres"

"Não podiamos dar Erasmos, nem Leonardos, nem Luteros, nem Galileus. Mas podiamos dar esforço, energia, heroicidade, ferocidade, curiosidade e obstinação. E, num mergulho de alcatraz, atirámo-nos daquelas rochas brancas ao abismo azul da quimera. E descobrimo-nos.
Encontrámo-nos universais em toda a parte do globo, mas, sobretudo, dentro da nossa inquietação de bípedes totais. Não éramos apenas da Vidigueira, de Belmonte ou da Covilhã. Éramos daí e também da certeza de que o mundo era redondo e que todos os caminhos iam dar à única verdade que se podia ver claramente vista: o homem e o seu meio.
Depois... os outros, na Europa, não descansaram mais. Continuaram a mergulhar, a remar e a descobrir. Nós, enxutos e vaidosos da façanha, ficámos em cima da fralda a ver passar ao longe as caravelas alheias. A cantar o fado melancólico da fatalidade, e a contar e a recontar de todas as maneiras o feito glorioso.
Secámos a nascente ao primeiro trago. E do ímpeto de energia no seio do Tormentoso fizemos o cemitério da renúncia colectiva de um povo. Os ossos, gemidos, e os fogos fátuos da saudade..."
Miguel Torga
Fotografias de Artur Pastor
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
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