
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
"Lisboa,Tejo e tudo"
Uma largada ao segundo e uma bolina muito boa, uma luz divinal que não é fácil adjetivar enquanto bolinávamos em direção "à outra margem",um bordo longo e o silêncio a bordo. O vento oscila entre os 19 e os 21, dá gosto ver a frota agrupada, quebra-se o silêncio, muda-se de bordo, aponta-se a Belém.
terça-feira, 9 de março de 2010
"Woman"

fina/torneada/caprichosa
rasgada/plangente/misteriosa
transparente/raiada/dorida
lisa/leitosa/polida
cerimoniosa/excelsa/mundana
meiga/nostálgica/leviana
íntima/libidinosa/poética
saturada/satírica/céptica
alva/esclarecida/expectante
rasgada/vasta/exorbitante
misteriosa/contorcida/inabalável
egocêntrica/cruel/inexplicável
volúvel/inflamável/viciosa
fútil/distraída/caprichosa
maviosa/vibrante/condescendente
recreativa/rósea/prudente
viscosa/libertina/viciada
tranquila/pensativa/debilitada
circunspecta/pomposa/formal
expansiva/generosa/total
mística/doente/devaneadora
agreste/descarnada/ameaçadora
frágil/melada/recolhida
depauperada/desbotada/sumida
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Balada das 24 residências de phalo - Alberto Pimenta
domingo, 7 de março de 2010
"Breeze"
Algumas imagens de um fim-de-semana fantástico, a bordo do "Breeze", em regata no Tejo. Houve de tudo um pouco, algum trabalho quando o vento refrescou, boa disposição, espírito competitivo a apimentar a coisa, ausência total de vento a permitir aproveitar um sol primaveril que fez as delícias da tripulação, um serviço de catering a bordo de se lhe tirar o chapéu, um cenário lindo pra fazer vela. A tripulação que, diga-se em abono da verdade, esteve em grande nível, teve ainda oportunidade de saborear o cosmopolitismo lisboeta em actividades menos aquáticas mas igualmente recompensadoras. Um agradecimento aos armadores pela forma inexcedível como me receberam. Ah...e o Mar da Palha...!
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
"À vol d'oiseau"
Aqui o bloguinho, situo-o algures entre Braga e Nova Iorque, como o outro catalogava a sua música, tanto sou sensível às 600 milhas cumpridas em 24 horas pelos melhores da Volvo Ocean Race como acho de uma beleza notável um moliceiro ou uma bateira a bolinarem com um vento fresco de noroeste. A destreza das tripulações é de se lhes tirar o chapéu, pela forma como tiram tudo ao barco, pela atenção constante nas afinações, pela escolha da equipa e pela coragem. A competição por algo que, a maior parte das vezes , não vale cinco tostões, cria sensações nos intervenientes que são impagáveis, o prazer pelo prazer. A afinação do barco, o metro que se ganha, o grito de amuras que vem do barco ao lado, a constante tentativa de optimizar o desempenho consoante as condições, faz com que alguns gostem da competição até morrer. É a emoção do barco, do vento quase sempre inconstante, que nos faz ganhar ou perder metros sem que saibamos muito bem como, que nos dá vontade de morder o próprio fígado por não termos escolhido determinado bordo, um olho no nosso e outro no barco ao lado. Pra quem anda na Ria contra vento, aquele pequeno ângulo quase imperceptível, pode fazer a diferença, muita mesmo.
A competição é tanto melhor quanto mais renhida for, metro a metro, centímetro a centímetro se possível, ganhar sem oponência deixa um certo amargor de boca.
Uma das melhores, talvez a regata que maior prazer me deu foi uma com um 470 de uns espanhóis, de férias, puramente veraneantes, e que com um sorriso que não precisa de grandes explicações desafiou-nos pra dois ou três bordos revisitáveis.
Durante meia hora andámos por ali a jogar ao gato e ao rato, atrás de não sei o quê, apenas pelo prazer de ganhar um metro ao outro.
Não os cheguei a conhecer, mas gostava.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
"Horn"

"O vento sopra de oeste, e levanta mau tempo, mar grosso a lembrar o Índico, de que se tinham já esquecido as brutalidades. A 35 ou 40 nós, o vento empurra o Grand Louis para o Horn, os aguaceiros não deixam ver para além da ponta do nariz, o mar engrossa, torna-se cavado, o tempo cinzento e desagradável. De súbito, entre dois paspalhões, Michel Vanek distingue duas sombras lembrando rochedos, a emergirem da névoa: é a ilha de Diego Ramirez, isolada, a sudoeste do Horn. Calhaus desérticos, que são deixados a bombordo, passando à frente. O vento refresca mais: 45 nós , com rajadas de 55. O barco segue a uma velocidade de dez nós. Os fundos desceram para a batimétrica dos cem metros, e sente-se que as vagas enormes se adelgaçam, crescem, e quebram, derramando-se em espuma, que desenha na água fibras esticadas por acção do vento. De súbito, no meio da chuva, o Horn! O marinheiro do leme tem de ter mais pulso, mais atenção, redobrar de cuidados: duas ou três vagas ameaçadoras exigem um golpe de leme a provocar uma guinada rápida, para colocar o barco na perpendicular da crista que quebra. A terra aproxima-se rapidamente. O homem de leme vai ligeiramente para a orça: este morro cheio de prestígio todos o querem ver um pouco mais de perto...
Assim que o cabo é dobrado, o vento cai, o mar recompõe-se. No íntimo, cada um medita sobre as impressões de um dia cheio de emoções. Jantar com champanhe e foie gras . O Horn é bem merecedor duma festa."
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Jean-Michel Barrault
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
"Les Nuits"
domingo, 14 de fevereiro de 2010
"Dois anos a navegar"

Em dia de S. Valentim o Oracle lá levou a Taça de volta prás américas depois de uma tareia monumental dada à rapaziada do Alinghi, que devem estar neste momento ligeiramente chateados de, há uns anos, terem despedido o Russell Coutts.
Em dia de aniversário aqui do blogue fica uma fotografia do "Defender", vencedor em 1895.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
"Vela"

"Embora na vela haja muitos elementos que escapam ao nosso controlo, para mim, é daí que vêm a excitação e os desafios que não encontrei em nenhum outro lado. A vela pode ser considerada um desporto complicado, inacessível para muitos, mas não se resume a clubes náuticos e barcos caros. Trata-se de sair para a água, de ver a natureza de um outro ponto de vista, de descobrir uma sensação de liberdade e, com sorte, de nos sentirmos realizados com aquilo que fazemos. A vela pode ensinar-nos muitas lições de vida, a trabalhar em equipa, a perseverar perante as adversidades, a sermos empenhados e, acima de tudo, a termos confiança nas escolhas que fazemos."
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Hellen MacArthur
"Bom Carnaval"

Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não
sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não
posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não
posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que
eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá
revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
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Quando o carnaval chegar - Chico Buarque
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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