segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
"Águas de Setembro"
Aqui o bloguinho anda meio desamparado, o escriba, ainda em depressão pós férias tem parado pouco por aqui. Tirando uma semanita de barcos e navegações muito boas pela Costa Nova, onde fui muito bem recebido no CVCN, o restante tempo soube a pouco, por desencontro com as pessoas que habitualmente chateio para umas voltas pela Ria. Dessa primeira semana pelo lado sul da Ria, ficaram momentos excelentes de vela, de convívio, a bordo do meu ou de outros, trocas de impressões, na água ou em terra, com os barcos como pano de fundo.
Em férias, o azul do céu é ligeiramente mais azul, a maresia cheira ainda melhor, alivia-se o ritmo e esquecem-se rotinas, vive-se, na medida que o corpo andava a pedir.
É óptimo o recostar das costas naquele redondo do poço, com vento manso, numa passeata pelo sereno do final de tarde, que se prolonga pela noite a ouvir o marulhar da água de encontro ao casco.
Num dia chuvoso o barquinho voltou pró buraco, deixei-o secar-se e atamanquei a reparação de duas ou três esfoladelas nos vernizes, tapei duas ou três esmocadelas na pintura, arranhões que ficam de dias mais vivaços.
Por estes dias vai voltar à Costa, prá regata de apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro, antes da migração pra sul, para as jornadas no Tejo.
Apesar da logística algo trabalhosa, vai ser bonito ver os "Vougas" em Lisboa.
O cenário é grandioso para uns bordos.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
"Por todos os mares"

"Nenhum homem se tornará um marinheiro se não tiver a força de vontade necessária para se meter numa prisão; porque estar a bordo é estar numa prisão, com a possibilidade de ser afogado(...). Um homem numa prisão tem mais espaço, melhor comida e frequentemente melhor companhia."
Samuel Johnson (1709-1784) sugeria assim o quotidiano o marinheiro no século XVIII. Passados 200 anos, a sua afirmação continua muito actual. Mas o que levará o homem de hoje a voluntariar-se a tais condições?
O homem sempre enfrentou desafios, mas como se não lhe chegassem os desafios naturais, alguns homens criaram outro tipo de desafios a si próprios. A Whitbread é, naturalmente, um desafio. Pelo simples facto de contornar o planeta azul ser um desafio tenaz. Estes homens decidiram fazê-lo através do Southern Ocean - o rei de todos os oceanos.
Partindo de Inglaterra, descendo o Atlântico, contornando o continente Antárctico e regressando ao ponto de partida após dobrar o cabo Horn, estes marinheiros do século XX continuam a desbravar as zonas mais inóspitas do nosso mundo. Porque, embora os meios tecnológicos tenham evoluído, o mar continua tão devastador como outrora.
No dia 2 de Setembro de 1989 vivi o dia mais emocionante dos meus 28 anos de idade - a partida da quinta edição da Whitbread Race. Passados 34 dias voltavam a correr-me lágrimas de comoção ao vencer a primeira etapa por uma margem de 76 minutos!
No dia 25 de Fevereiro de 1990 era-me cravada na orelha esquerda uma argola de ouro. Estava num dos lugares mais insólitos e respeitados pelos marinheiros - ao largo do cabo Horn, cruzando do oceano Pacífico para o Atlântico.
A 27 de Maio cruzava vitoriosamente a linha de chegada em Inglaterra, conquistando assim o cobiçado Troféu Whitbread.
Mas, voltando à questão inicial -o que nos leva a enfrentar estes desafios? Por que renunciamos à família, ao futuro, ao emprego, à terra firme?
Deixar como memória da nossa passagem pelo mundo um traço ao redor do planeta. Mesmo que essa esteira demore meses para concluir e cada um dos seus troços não dure mais do que breves instantes?
Excerto do prefácio de João Cabeçadas ao livro Por todos os mares, de Nysse Arruda
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
"Bitter sweet"
Depois de um início desastroso, lá fomos ria abaixo na peregrinação que tanto prazer dá.
Houve momentos bons, ao largo da Torreira, conosco no canal a andar bem na marola, a equipa atenta equilibrou bem o barquinho.
Virámos para Aveiro e foi o grande gozo, o vento por fim cooperava e houve momentos belíssimos, sobretudo aqueles provocados pelo rebocador que passou pela regata, com os barcos a surfarem nas ondas que ia deixando para trás, do melhor.
Lá se chegou ao Sporting, numa chegada desenxabida e com pouco sentido, sabendo que a tal ajuda para voltar para S. Jacinto insiste em não aparecer. Aos donos do circo pede-se um bocadinho mais de atenção pelos palhaços.
Os mesmos que ficaram esquecidos dentro do barco, à espera que alguém se lembrasse de os ir buscar.
Ficam duas ou três imagens da Ria, sem barcos a navegar.
sábado, 21 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
"Ao sabor da fantasia"
Algumas imagens de domingo passado, segundo dia da Semana de Vela da Costa Nova. Enquanto os Cruzeiros vão regressando à base depois das regatas de mar, outros vão fazendo o gosto ao dedo porque o vento convidava a tal. Fazem-se uns bordos ao sabor da fantasia e vai-se apreciando o parceiro do lado, excelente final de tarde.
sábado, 31 de julho de 2010
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