quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Les Nuits"


Em certas alturas as mulheres ficam mais bonitas, esmeram-se, aprimoram-se e ficam com outra cara, ganham uma luz que no resto do ano anda mais baça. Vestem vestes que as vestem da forma que elas gostam de ser vistas vestidas.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"Dois anos a navegar"


Em dia de S. Valentim o Oracle lá levou a Taça de volta prás américas depois de uma tareia monumental dada à rapaziada do Alinghi, que devem estar neste momento ligeiramente chateados de, há uns anos, terem despedido o Russell Coutts.
Em dia de aniversário aqui do blogue fica uma fotografia do "Defender", vencedor em 1895.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Vela"


"Embora na vela haja muitos elementos que escapam ao nosso controlo, para mim, é daí que vêm a excitação e os desafios que não encontrei em nenhum outro lado. A vela pode ser considerada um desporto complicado, inacessível para muitos, mas não se resume a clubes náuticos e barcos caros. Trata-se de sair para a água, de ver a natureza de um outro ponto de vista, de descobrir uma sensação de liberdade e, com sorte, de nos sentirmos realizados com aquilo que fazemos. A vela pode ensinar-nos muitas lições de vida, a trabalhar em equipa, a perseverar perante as adversidades, a sermos empenhados e, acima de tudo, a termos confiança nas escolhas que fazemos."
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Hellen MacArthur

"Outras Paragens"






"Bom Carnaval"


Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não
sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não
posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não
posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que
eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá
revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
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Quando o carnaval chegar - Chico Buarque

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"America's cup"










Deve haver mais homens que foram à lua do que aqueles que se podem gabar de ter ganho a Taça América, tem uma história apaixonante e continua a ser um manual imprescidível na arte de saber gastar uns cobres.
Um brinde aos cento e muitos anos da "The old mug".

"AC 2010"




Começa hoje e se tudo correr bem só durará dois dias, a edição 33 da America's cup, a prova a ser disputada entre dois egos gigantescos, o do farmacêutico do Alinghi e o do informático do Oracle. Andaram durante meses nos tribunais a discutir não sei muito bem o quê mas no fim parece-me que a montanha pariu um rato, na prática o que esta rapaziada pariu foram dois mostrengos parecidos com barcos que, a meu ver não passarão de um erro crasso a servir de exemplo no futuro. Ouvi recentemente o homem do Alinghi dizer que os dois mostrengos eram os novos J-class, visualmente é altamente discutível. Os gostos discutem-se? Claro que se discutem.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Sei o que fizeste o Verão passado"












Um bocado de cor para alegrar o dia, o meu que foi um daqueles que passam sem grande história.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Viúvas de Vivos"






"Iria, embora a alma lhe presagiasse más coisas. Não queria que a mulher o julgasse poltrão e que, no caso de algum companheiro enriquecer, ela tivesse que invejar, por sua culpa. O destino mandava? Pois que se cumprisse.
E lá se resolveu.
Com ele, iam todos os companheiros daquela aventura de resgate. Nem uma só lágrima pelas suas faces tisnadas. A palidez de todos vincava-a inda mais a luz mortiça dum candeeiro de petróleo que espalhava um cheiro acre que se misturava à maresia e às emanações da moira do velho barco. João Frade, de cachimbo fumegante, ordenava as manobras. Um moço distribuiu café e aguardente, por causa do frio. Quando iam já bastante afastados da barra, o Tarolho pôs-se a cantar e a dedilhar a guitarra. Um fado triste. O barco baloiçava, mas corria veloz para o desconhecido, na esteira de tantos outros.
O Inácio foi até à amurada. Ia-se sumindo a luz do farol lá ao longe, num aceno. Mas o barco, de velas pandas, cortava as ondas que escumavam, na quilha, como de raiva. Já não via o farol: tinha-se cortado todo o contacto com a terra, a sua terra. Foi então que sentiu a consumação de todo o seu drama, o desabar de todos os sonhos que ia substituir por outro, maior na verdade, mas tão vago e incerto que talvez bastasse um um ligeiro sopro do destino para o desfazer, como a viragem fazia ao fumo do seu cigarro."
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Joaquim Lagoeiro in Viúvas de Vivos
Fotografias de John Collier, tiradas entre pescadores Portugueses emigrados nos E.U.A. - 1942

sábado, 30 de janeiro de 2010

"Vintage Sailing"










"Roubalheira"



Há uns poucos de dias num dos blogues linkados aqui ao lado houve um imbróglio por falta de pagamento de royalties duma fantástica fotografia de um belíssimo exemplar nadante, fotografado de maneira sublime e reveladora dos dotes superiores do artista. Aderi recentemente ao Facebook e ao navegar entre os milhares de amigos à mão de semear, encontro estas fotografias, que apenas dirão alguma coisa a muito poucos.
Como conhecia quem as tinha posto, entrei em contacto com o herdeiro dos negativos, pedi-lhe autorização para as pôr aqui e se dúvida houvesse que poria sempre a autoria das mesmas.
O mail chegou algum tempo depois, negando-me tal vontade, e as fotos ficaram por aí.
Como eu partilho daquela premissa inicial de que a Net seria o sítio livre em absoluto, de troca de ideias, de conhecimento, de cultura, de ideias entre culturas, a publicação de algo que está na net não pode estar sujeita aos caprichos de seres egocêntricos.
Este blogue podia chamar-se "Roubar é preciso", porque não tenho feito outra coisa senão roubar as imagens e as palavras dos outros e não o entendo como um roubo, vejo-o como momentos de partilha com pessoas que julgo parecidas comigo.
Sendo assim, as fotografias ficam aqui, um ou dois dias e a seguir apagam-se, cumpre-se o desejo de quem as quer mostrar e de quem não.
P.S.- Espero que não tenha vindo mal ao mundo por ter publicado as malfadadas fotos, no seu lugar fica o vazio de um quadro de Malevich - White on White.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Earl grey"






A Ria cinzentona.

"Britannia"










Construído em 1893 por G.L.Watson, por encomenda de S.A.R. Edward VII, teve uma vida desportiva brilhante, em 40 anos de regatas venceu 231, tendo inclusivamente vencido o "Vigilant", vencedor da America's cup em 1893. A par da brilhante carreira na Europa, serve como barco de treino do "Shamrock I" de Lipton, desafiante da Taça. Já com GeorgeV o barco ganha novo alento, nova armação e volta às vitórias. Os anos pesam e os novos Classe J, fazem valer os seus créditos, a época do "Britannia" tinha passado. Quando George V morre tem como desejo que o "Britannia" o acompanhe. No dia 9 de Julho de 1936, o barco é afundado a sul da ilha de Wight.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"The Last of Tall Ships"












Fotografias de Alan Villiers a bordo do "Parma" - 1932-33

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"O Chegado"


"Domingo, 8 de Novembro.
Combinamos encontro no Cais do Chegado para ir às narcejas. O Zé Maria não quiz ir e arranjou qualquer desculpa esfarrapada. Teve medo da chuva ou que a canoa fosse ao fundo.
De dia o Chegado é um dos derradeiros paraísos da Ria de Aveiro onde o vandalismo disfarçado, de progresso, ainda não assentou arraiais. Vou lá muitas vezes, ao cair da tarde, só para ver o vento.
Não sei se algum deles adormeceu ou se fui eu que me enganei nas horas.
Cheguei antes deles, noite cerrada e tive que esperar bastante. Não havia ninguem a não ser os barcos amarrados aos moirões. Apesar de tão ermo, não era assustador.
Deixei-me estar a ouvir a água marulhar e toda a sinfonia da passarada que por aqui vive, ou por aqui passa, os borrelhos, os maçaricos, as galinhas d'água, as corujas douradas.
Entretanto a claridade começou a vencer as trevas, nos recortes distantes do Caramulo e eles, finalmente, apareceram.
O dia esteve sempre cinzento e, por momentos, chegou a chover. Apesar de não ser propulsionada por um motor potente, a deslocação da canoa fazia-nos tiritar.
Vimos dois gansos voando pachorrentamente, a grande altura, talvez chegando, talvez partindo porque sempre foram raros os que por aqui se demoraram mais que um punhado de dias. Estes braços da Ria com os seus terrenos pantanosos, foram sempre uma Estrada de Santiago de todos estes peregrinos."
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Sérgio Paulo Silva in Com um bornal roto às costas
foto. - Zacarias da Mata

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Cais do Chegado"




Passeio pela beira Ria em tarde soalheira e fresca, a nascente do Bico da Murtosa e nas imediações do Cais do Chegado.