
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
"Verão Azul"
Desejo a você…Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Sagres"

"Não podiamos dar Erasmos, nem Leonardos, nem Luteros, nem Galileus. Mas podiamos dar esforço, energia, heroicidade, ferocidade, curiosidade e obstinação. E, num mergulho de alcatraz, atirámo-nos daquelas rochas brancas ao abismo azul da quimera. E descobrimo-nos.
Encontrámo-nos universais em toda a parte do globo, mas, sobretudo, dentro da nossa inquietação de bípedes totais. Não éramos apenas da Vidigueira, de Belmonte ou da Covilhã. Éramos daí e também da certeza de que o mundo era redondo e que todos os caminhos iam dar à única verdade que se podia ver claramente vista: o homem e o seu meio.
Depois... os outros, na Europa, não descansaram mais. Continuaram a mergulhar, a remar e a descobrir. Nós, enxutos e vaidosos da façanha, ficámos em cima da fralda a ver passar ao longe as caravelas alheias. A cantar o fado melancólico da fatalidade, e a contar e a recontar de todas as maneiras o feito glorioso.
Secámos a nascente ao primeiro trago. E do ímpeto de energia no seio do Tormentoso fizemos o cemitério da renúncia colectiva de um povo. Os ossos, gemidos, e os fogos fátuos da saudade..."
Miguel Torga
Fotografias de Artur Pastor
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
"Trim...Stop"

A meio da semana passada sentia-me um bocado cansado, saturado da pressão habitual do trabalho e das pessoas com que sou obrigado a lidar. Estava a precisar de uma folga, de arejar as ideias e aliviar as costas, atirei o barro à parede e lá consegui meter meia semanita de férias com a "ponte" de sexta-feira à mistura. No feriado estive na Costa Nova pra um dia passado nas águas da Ria e do Mar, a manhã excelente a bordo do Vouga "Beatriz" que até deu pra sair pró Mar e, na volta, à entrada da barra, pra uma sessão de largos memoráveis com o barco surfando repetidamente na marola. Muito bom!
À tarde,acompanhei a progressão de dois alunos do CVCN num Hobie Cat 16 sobre um mar azul-petróleo de uma beleza única, belo remate pra um dia perfeito.
No fim-de-semana, em resposta ao toque de clarim do skipper do "Breeze", rumou ao Tejo um reforço prás regatas agendadas. Dois dias intensos, com sol e vento com fartura, que no Domingo passou os 27 nós reais, e uma equipa motivada com que foi um prazer navegar. Alguns desacertos foram desaparecendo e o barco mostrou trabalho, houve momentos muito bons a recompensar os esforços da tripulação que puxou bastante pelo cabedal. Bom ambiente a bordo, alguns berros e impropérios nas manobras mais sensíveis, risos, caras felizes e camaradagem em dois dias de excelente vela. Um agradecimento ao Miguel e à Joana pela forma excelente como sempre recebem e à restante tripulação pelos momentos fantásticos passados a bordo e em terra. Com isto tudo regressei ao trabalho um bocado amassado, umas férias vinham a calhar..
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
"Cais"

"Dois quebra-mares, como dois longos braços, impedem que seja bravia a maré por onde penetram os navios. O forte de São Marcelo, ao fundo, compõe a paisagem tão bela e contra seus largos muros cai a sombra das velas dos barcos que voltam das pescarias. No fim da tarde, quando morre o sol, o mar dêste cais se enche de saveiros que regressam ao seu pôrto. Ah! é de incomparável beleza a visão deste cais pela tarde, o mar prenhe de velas desatadas, o forte velho brilhando aos últimos raios do sol, os mestres do saveiro na rampa do mercado.

Também é formosa a madrugada quando partem as velas, saveiros e canoas, batelões e barcaças, rumo ao oceano que ruge adiante do quebra-mar. Os negros fortes andam pela frente dos armazéns e trazem estranhas tatuagens sôbre o peito e as costas. Marinheiros sem côr e sem idade sentam-se na tarde desfeita em beleza e parecem de mármore ou de bronze contra o sol que ilumina o mar."
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Jorge Amado in Bahia de todos os santos
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
"De volta"
Depois de um interregno bastante longo, lá voltou o barquinho às lides, desta vez em digressão à Costa Nova. O desafio foi feito na noite anterior, em amena cavaqueira à borda da Ria, saboreando a noite amena, a companhia e o sítio recôndito que mais parece saído de um filme de Buñuel. Como combinado, apresentei-me na Costa de armas e bagagens com a embarcação, agora já com as melhorias feitas nos últimos tempos; fundo pintado de novo, vernizes retocados e nova armação de mastro, que obrigou a trabalhos cuidados e algo morosos. Quando refiro trabalhos cuidados mais verdade seria dizer pouco cuidados porque uma ou duas medidas básicas falharam e tivemos que nos fazer valer de soluções de recurso pró barco ir prá água.
Já a coisa estava alinhavada, fez-se uma pausa para uma passeata até à barra a bordo do "Beatriz", com um vento simpático a querer virar para sul. Depois de termos estado parte da manhã a torrar ao sol a montar e afinar o "Almagrande", soube pela vida fazer uns bordos descontraídos. Regressámos ao cais, saltámos do barco prá esplanada onde nos foi servido um arroz de polvo que retemperou forças e mereceu aplausos da tripulação, que não se fez rogada e rapou o tacho.
Ao final da tarde foi a vez do "Almagrande" ir dar umas voltas, poucas, mas as suficientes pra se notarem algumas melhorias, sobretudo nas bolinas.
Belíssimo dia, a repetir mais vezes. Este fim-de-semana, a manterem-se as previsões de tempo, será o regresso à Torreira pra mais um ou dois bordos na Ria feiticeira.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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