The restive waters, the cold wet breath of the fog,
Are of a world in wich man is an uneasy trespasser;
" De tal modo estava o dia, convidativo.... para a vela, aquele vento certinho, a maré plena, que, acabando as tarefas no CENARIO, ficámos a observar a luz de fim de tarde. E veio a conversa, "agora é que era... sair daqui com este vento, esta maré, esta luz...", e nós a olhar a lancha do meu irmão, ali em frente. "Bem, não fazemos vela, mas podemos andar de barco". Eram 7da tarde. A lancha "Ventura" foi á água. Fixámos o motor, abastecemos e zás! a caminho do Carregal.Foi uma hora a deslizar sobre a água, nem uma palavra, eu e o António A. Passámos na foz do Cáster, Tijosa, Marinha, Torrão do Lameiro, Areínho.O dia estava de facto bom para velejar, concordo."



Aos ratoneiros do costume aquele abraço. Piratas..


Na minha terra , há uns quantos anos atrás, quem ía buscar os filmes era o Ernesto. Descia a Avenida em pose racing, na sua bicla , em vôo rasante, até se imobilizar no largo da Estação. Eu via-o passar, com a pala do boné ligeiramente atravessada, em grande aceleração, ao que se seguia uma paragem estratégica na tasca que ainda lá mora. No sentido inverso, Ernesto empurrando a bicla, em esforço homérico avenida acima. De tal forma eram conhecidos os seus esforços a transportar as fitas enlatadas, colina acina, ao lado da ginga, em penitência redentora, que era comum ouvir-se;"o filme é pesado?", e alguém respondia, "Tens que perguntar ao Ernesto...". Isto a propósito de um dos melhores que vi nos dois últimos anos.