
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."
Vinícius de Moraes



Aos ratoneiros do costume aquele abraço. Piratas..


Na minha terra , há uns quantos anos atrás, quem ía buscar os filmes era o Ernesto. Descia a Avenida em pose racing, na sua bicla , em vôo rasante, até se imobilizar no largo da Estação. Eu via-o passar, com a pala do boné ligeiramente atravessada, em grande aceleração, ao que se seguia uma paragem estratégica na tasca que ainda lá mora. No sentido inverso, Ernesto empurrando a bicla, em esforço homérico avenida acima. De tal forma eram conhecidos os seus esforços a transportar as fitas enlatadas, colina acina, ao lado da ginga, em penitência redentora, que era comum ouvir-se;"o filme é pesado?", e alguém respondia, "Tens que perguntar ao Ernesto...". Isto a propósito de um dos melhores que vi nos dois últimos anos.
A assinalar a data, em boa hora lembrada pelo Comandante João Veiga, José Régio declamado por um dos que melhor soube tratar a nossa língua, João Villaret. Para os que não vão por ali.
Gosto de alguns filmes que o Polanski fez, mas os seus primeiros, à excepção de "Repulsa", desconheço-os por completo. Por este tenho uma certa curiosidade, quanto mais não seja porque o barquinho, apesar da sua estética algo duvidosa, anda bastante bem. Se bem me lembro, o enredo já foi reutilizado num filme qualquer de Hollywood com a Nicole Kidman.