sexta-feira, 21 de agosto de 2009
"Just Smile"
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
"Ventosgas"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
"Atlântico Azul"

Um abraço daqui da Ria e o desejo que a Regata do Atlântico Azul seja "ouro sobre azul".
Ver o programa aqui - http://atlanticoazul.blogspot.com/
domingo, 2 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
"Hanuman"
Hanuman - Images by Cory Silken
Para muitos serão os barcos de competição mais bonitos alguma vez construídos, os grandiosos J-Class. Tiveram o seu auje na década de trinta e dos dez magníficos, chegaram até nós apenas dois, o "Shamrock V" e o "Velsheada". Em 1937, na última edição da Taça América em que foram protagonistas, defrontaram-se o melhor, o "Ranger" e o mais bonito "Endeavour", barcos que tiveram uma vida breve mas intensa. Ficaram as fotografias, os relatos e as memórias de uma época gloriosa, romântica e apaixonante. Há uns anos atrás, deu à cena uma réplica fiel do "Ranger", o Super J como ficou conhecido. Este "Hanuman" é uma cópia do "Endeavour", um belo desenho de Charles Nicholson e que faz antever a continuação do duelo de 1937. Veremos se a história se repete.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
" O Valor do Vento"

segunda-feira, 27 de julho de 2009
"Os Segredos do Mar Vermelho"

"Uma vez passada a barra, depois do abrigo de areia através do qual se prolonga a península do farol, o mar é muito bravo, completamente negro na noite opaca, rolando para norte as suas vagas fosforescentes que parecem fugir, empurradas pela fúria do vento, e são semelhantes a enormes cabeleiras lívidas despenteadas.
Nestas circunstâncias, apenas me resta uma saída: procurar maneira de apanhar com o vento pelas costas. Procuro, então, orientar o navio de forma que o enorme vagalhão que o empurra lhe passe por baixo. Por um instante, o navio parece recuar sobre o flanco oscilante da montanha de água, até ao fundo de uma ravina imóvel onde o vento mal penetra. Depois, a crista de espuma da vertente oposta torna-se mais branca por detrás do navio que se agita no topo, como se estivesse prestes a afundar-se. O navio eleva-se, com a proa apontada para o fundo, prestes a despenhar-se no abismo para depois ser arremessado impetuosamente para fora pela massa de água. Mas o demónio da vaga que o perseguia volta a arrastá-lo, e a espuma ameaçadora do seu topo abate-se à volta dele.
Neste momento, e durante cerca de um segundo, toda a força do mar está a meus pés; depois, a proa volta a elevar-se e caímos novamente para trás, entre novas muralhas de água negra, raiada de branco."
Henry de Monfreid in Os segredos do mar vermelho
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
"Ria"
terça-feira, 21 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
"Sweet Lines"
quinta-feira, 16 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
"Navegador"
Foi o antecessor do "Almagrande". É um "Vouga" ligeiramente mais pequeno do que era usual, mas de linhas bastante tradicionais. Tem 5,10m quando o normal, à data em que foi feito, seriam os 6m. Sou o quarto ou quinto dono e continua a dar-me grande prazer olhar para as suas linhas, elegantes e fluídas. Esteve à beira do fim, tendo sido recuperado por Mestre José da Silva de Pardilhó. Ao invés dos actuais, que têm 8,50m de mastro e 24m2 de área vélica, este tem 7,10m e 14m2 respectivamente. Quando o comprei tinha um nome estranho e era de um amarelo garrido que quase fazia esconder a beleza das suas linhas.
sábado, 11 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
"Bom Verão"

Visto os calções de banho e uma T-Shirt, talvez aquela que ostentava garbosamente no peitoral duas mulas puxando em sentido contrário, a tentar destruir a reputação da marca. A toalha, por trás do pescoço, como cachecol de verão, completava-me. Descia as escadas, com as as xanatas a fazer mais barulho do que era costume, cá em baixo a azáfama do costume.
Devidadamente acomodadas, entravam pró saco da galinha mãe, iguarias frescas que saciariam as crias mais tarde, água num jarro de plástico verde pastel.
No autocarro, presumo que alemão, tais os interiores espartanos, entravam as peixeiras da Torreira que tinham ido ao mercado vender.
Eu vi-as a enfiar as canastras no porão da camionete e pedia que nenhuma daquelas pesonagens vestidas de preto se viesse sentar ao meu lado. Habitualmente fediam.
Depois de cumprido o cálvario da velha estrada, curva contra curva, com os utentes a apreciar os dotes de pilotagem do condutor, lá entrávamos na reta da varela e dos milheirais.
Sobe-se a ponte, com o motor do veículo a gemer, a carroçaria a estremeçer e umas quantas rezas pra que ele não se fine logo ali.
O mar ainda preguiçoso,com ondas de palmo e meio chama por mim, o rio tem que se lhe diga mas , mar é mar.
Besuntam-me o corpo com creme duma lata azul e soltam-me.
O dia corre ao sabor do mar, do sol e da felicidade absoluta.
Como um cacho de uvas, a água do jarro verde pastel está morna e sabe a plástico.
O entornar na areia do resto da água morna do copo verde, dá por fim à praia. No regresso não estou tão atento às manobras do piloto. Deito-me com o cheiro da maresia e daquele creme da lata azul.









