Ventos estáveis, gaivotas sobreos molhes. A rebentação fixa-se
no ouvido. O som da água
nas fissuras da rocha, os gritos
que se perdem na praia.
Barcos ancorados
na floresta.
Nuno Júdice

" De tal modo estava o dia, convidativo.... para a vela, aquele vento certinho, a maré plena, que, acabando as tarefas no CENARIO, ficámos a observar a luz de fim de tarde. E veio a conversa, "agora é que era... sair daqui com este vento, esta maré, esta luz...", e nós a olhar a lancha do meu irmão, ali em frente. "Bem, não fazemos vela, mas podemos andar de barco". Eram 7da tarde. A lancha "Ventura" foi á água. Fixámos o motor, abastecemos e zás! a caminho do Carregal.Foi uma hora a deslizar sobre a água, nem uma palavra, eu e o António A. Passámos na foz do Cáster, Tijosa, Marinha, Torrão do Lameiro, Areínho.O dia estava de facto bom para velejar, concordo."