domingo, 20 de julho de 2008
"Orgulha-se a Pátria de tal Gente"
quinta-feira, 17 de julho de 2008
"Aveiro"

Fotografias do arquivo da família Carneiro da Silva. Conjunto admirável de fotografias de época, bastante extenso e de grande qualidade. http://www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/C_da_Silva/opcoes.htmquarta-feira, 16 de julho de 2008
"Moonbeam of Fife"


domingo, 13 de julho de 2008
"Nortada"
A tarde vai-se e fica a Nortada, velha amiga que por vezes chateia mas, aos amigos perdoa-se tudo, fazem parte de nós.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
"Mar Morto"
"A chuva veio com fúria e lavou o cais, amassou a areia, balançou os navios atracados, revoltou os elementos, fêz com que fugissem todos aqueles que esperavam a chegada do transatântico. Um homem na estiva disse, ao companheiro, que ia haver tempestade. Como um monstro estranho um guindaste atravessou a chuva e o vento, carregando fardos. A chuva açoitava sem piedade os homens negros da estiva. A chuva passava veloz, assoviando, derrubando coisas, amedrontando as mulheres. A chuva embaciava tudo, fechava até os olhos dos homens. Só os guindastes se moviam negros. Um saveiro virou no mar e dois homens caíram nágua. Um era jovem e forte. Talvez tivesse murmurado um nome naquela hora final. Não era uma praga, com certeza, porque soava docemente na tempestade. O vento arrancou a vela do saveiro e levou-a para o cais como uma notícia trágica. O bôjo das águas se elevou, as ondas bateram nas pedras do cais. As canoas no porto da Lenha se agitavam e os canoeiros resolveram não voltar naquela noite para as cidadezinhas do Recôncavo. A vela do saveiro naufragado caiu no quebra-mar e então se apagaram as lanternas de todos os saveiros, mulheres rezaram a oração de defuntos, os olhos dos homens se estenderam para o mar."
Jorge Amado in Mar Morto
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
"Nocturno"
"Um grande fragor abalara as águas vergastadas por uma cauda medonha; vira-se um corpo fantástico descer ao fundo do mar como um cruzador torpedeado. Depois, aninhada e a tremer no fundo da canoa, com as mãos nos ouvidos como se se preparasse para uma batalha naval, Margarida só vira levantar-se um fumozinho dourado da linha girando no choque, correndo nos mitenes de sola que abraçavam as mãos do ti Amaro, desfazendo laças da selha colada à proa, onde jazia acamada e tornada a acamar como um queijo de forma de S.Jorge ou uma grande rosquilha de bodo.Os homens encarniçavam-se despejando baldes de água nas braçadas da linha desdobrada, para a não deixar arder; um remador, de facalhão nas unhas, preparava-se para cortar aquele cordão umbilical da vida ou da morte, à primeira coca ou excesso de fundura tomado pelo monstro na agonia; a canoa, fina e aguda na água, com as pazinhas aladas como uma vespa suspensa, vogava coroada por grandes salseiros de espuma, de popa quase no céu."
Vitorino Nemésio in "Mau Tempo no Canal"
quinta-feira, 3 de julho de 2008
"Maus Prenúncios"
A Nau "Portugal" foi mais do que este rocambolesco bota-abaixo, aqui fica um link para um completíssimo blog dedicado ao tema, da autoria do Eng. Senos da Fonseca -http://nauportugal.blogspot.com/
quarta-feira, 2 de julho de 2008
"Mar Sonoro"
terça-feira, 1 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
"We've all tried to describe what it is that compels us to sail, but it seems ineffable. Sailing is never the same but always sublime. For me, it's a enormous range of extremes, all of them providing a sense of being fully alive. I love the dawn watch offshore when dew falls on the ocean and fills the air with the smell of fresh water. I love those moments in the midst of all hell breaking loose when i realize i am unafraid and competent to keep the boat safe. I love heading off for somewhere far away with a boatload of good friends. I love those wild nights in the trade winds with huge seas and moonlight when the boat roars and trashes and flies along flinging spray. I love being stuck out in weather, good and bad, and seeing endless changes in the sea and sky. I love the wistful feeling of a chilly sail in a small boat in late fall, when i know i should already have put her in the shed." Elizabeth Meyerterça-feira, 24 de junho de 2008
"Tinkerbelle"

Em 1958, Robert Manry encontrou o "Tinkerbelle" á venda num anúncio de jornal e dois dias mais tarde tinha-o comprado. A partir daí e depois de vários consertos, o barco tornou-se no centro das planificações de férias e tempos livres da família. Em 1964, com o filho de 10 anos faz uma viagem de 200 milhas pelo lago Erie até Ontario, por esta altura já Manry falava em atravessar o Atlântico com um barco de um amigo. Terá sido esta viagem que o convenceu a tentá-lo no pequeno "Tink" de apenas 4 m ! Em 1965 parte de Cape Cod com destino a Falmouth em Inglaterra, numa viagem que demorou 78 dias, entre 1de junho e 17 de agosto. Sobre a fantástica viagem escreveu um livro que se tornou num best-seller. O "Tinkerbelle" descansa agora num museu do Ohio, descanso merecido sem dúvida. domingo, 22 de junho de 2008
"Alma Nova"
Um agradecimento á tripulação do Celta Morgana pela forma simpática como me receberam e me deram a provar as águas de Mourisca do Vouga, puras e cristalinas..!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
"Guggenheim"
quarta-feira, 18 de junho de 2008
"Canção de Ílhavo"
segunda-feira, 16 de junho de 2008
"RIA"
"Laguna ou Ria o que dela primeiramente nos interessa é aquele mar de água e aquelas vistas. Não há aí coração que não arribe, que não trejubile ante aquela paisagem grande e multicolor, a agitação crescente de vida e mais vida. Eu tenho a paixão da Ria. Por vezes ela adormece à brisa, ela toda, a beijar-se de brisas, o moliço de belo verde a vertebrar na ondina, e aquelas ondinas de ria como olhos garços a brilharem de céu e luz, como fontinhas, abrindo-se para a carícia rude dos barcos e para me conduzirem a mim ciumento!...""Ontem dormi no meu barco. E, pela manhã, ainda mal a aurora incendiava cirros de primavera, para que fosse o sol e não a chuva a imperar seu dia e já uma sinfonia mansa partia dos charcos, batia fino pelos juncos, roncava nas docas, clamava com a sereia do porto, corria em vozes de gaivotas e ia pianar moderado, abatido, comprimindo-se lá para S.Jacinto, para a Torreira, e para o Furadouro, como se soubesse os meus extâses!...
A minha cama de proa cheirava a marisco.Novamente me deitei para ficar de olhos fechados, a escutar, a ouvir só!...Os ouvidos são mais ricos, mais inundados de vida e de beleza aos sons, quando os olhos se tapam, quando se apaga o cheiro das côres. Sinfonias da ria, nunca mais adormecerei e também nunca mais entreabro meus olhos, que não tenha em meus lábios, como em oração consolada, a expressão contente do amor que me deste. Tudo quanto eu amar, há-de ter a presença, o ensinamento, a moral de amor que a ria me deixou. Há-de ser simultaneamente violento e manso, fascinante e esquivo, cândido e misterioso; há-de ferir como golpe, como coisa que rasga e ao mesmo tempo, na própria dor há-de inebriar tal como um ópio, um vinho, uma doçura, um bálsamo!..."
"Ria ou laguna, como te chamam não importa; a mim o que interessa e a ti me captiva é a soma de quadros de vida, as imagens de beleza e virilidade sadia com que povoaste a minha inteligência, com que enriqueces a alma; a mim o que irresistivelmente me atrai é o teu peixe, o teu moliço, os teus mexilhões; é a estrada sem portagem nem barreiras que ofereces a todo o barco que te sulca as águas; é o lugar ao sol aberto a pobres e ricos, aberto a todos; e é o teu vento que espalha perfumes com sensação de fartura e asseio; como é a tua luz , a tua sedução, a tua beleza, essa arte que tens de agradar a todos os sentidos. A mim o que prende, Ria, é sentir-se a gente homem, plenamente homem, junto de ti!..."
in "Amor à Terra" -Dr. Joaquim Rodrigues da Silva
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Viúvas de Vivos"
"No cais da ribeira, tortuoso canal vindo da ria, àquela hora da tarde ia uma azáfama doida. Nas margens amontoavam-se pilhas de junco, marés de moliço, adobos, tijolos, cascalho, pipas de vinho. Os barcos, de velas arreadas, ou estavam a ser descarregados ou dormiam encostados às margens, cisnes de papos erguidos. Alguns regressavam à ria, empurrados por longas varas fincadas nos ombros largos dos barqueiros, à falta de viragem propícia. Em cima dos carros, de calças arregaçadas ou de calções de estopa, os homens iam ajeitando as engaçadas de junco ou de moliço que as mulheres, em movimentos rítmicos, lhes atiravam para cima. O burburinho enorme, assobios, cantigas, pragas, risadas, perdia-se na amplidão da planície por onde serpenteava o canal até à toalha líquida que se estendia, na direcção do mar, sulcada de mil velas. À esquerda, a terra subia ligeiramente, em campos onde já apareciam vinhedos. Mais além, divisavam-se os contrafortes violáceos das serras. Quase junto aos arrozais, corria, arfando, uma locomotiva, um brinquedo de criança, visto dali. Morria o sol, à direita, sobre o mar, enquanto de todos os inúmeros canais, da ria e da própria terra, ia subindo, diáfano como um véu de noiva, o nevoeiro frio e transparente que os raios do sol a custo rasgavam."terça-feira, 10 de junho de 2008
"A espuma das noites"



Infelizmente não foi, nem uma festa da espuma nem uma qualquer brincadeira de putos com detergente..muito menos uma situação pontual.























