Boa ocasião para tirar o velho Sharpie ou Moth da garagem.Numa zona menos conhecida e menos frequentada da Ria de Aveiro.
A conhecer..
"Se calha tempo bom, céu azul, sol quente, ar levemente agitado, não há passeio fluvial que rivalize com este que se dá na ida para o São Paio.






No dia 8 de agosto de 1943, Vito Dumas é recebido em Buenos Aires como héroi, acabava de dar a volta ao mundo, rondando os três principais cabos. Partira um ano e um mês antes, a bordo do LEGH II, sigla eleita por Dumas como lema: Lucha, Entereza, Hombría, Grandeza. No pequeno barco de 9,5m, parte em direção à Cidade do Cabo, depois Wellington, Valparaíso, Mar da Prata e finalmente Buenos Aires, deixando o Horn pelas costas. Não foi esta, nem a primeira nem a última das suas grandes viagens, em 1931 tinha já atravessado o Atlântico em solitário, entre França e a Argentina e em 1945 faz uma dupla travessia, passando por Montevideu, Punta del Este, Rio de Janeiro, Havana, Nova Iorque, Açores, Canárias, Cabo Verde e regressando a Buenos Aires, 234 dias depois tendo percorrido 17.045 milhas no inseparável LEGH II. A sua última grande aventura seria em 1955, sempre a solo, em que se propõe a fazer as 7.100 milhas que separam Buenos Aires de Nova Iorque numa só tirada, demoraria 117 dias. Continua a ser considerado por muitos o maior navegador solitário de sempre.
Fonte-www.navegantevitodumas.com.ar
" Sim, sim, é verdade: há muitos anos que o meu antigo cunhado Eugénio foi comigo à pesca e viu como eu apanhava enguias à fisga (às cegas). Há quanto tempo te não vejo, rapaz! Vai daqui um abraço. Depois levei uma data de vêzes o teu filho, e meu sobrinho, Francisco com quem tive tardes inolvidáveis. Numa delas estavamos ao tim-tim entre a Torreira e a pousada e nesse dia a ria estava infestada de novos-ricos com lanchas potentes que não respeitavam nada nem ninguém. Passavam a duzentos à hora apesar de se ver a léguas o meu barco com uma criança dentro. Outros, também com motores avantajados, andavam para baixo e para cima ao corrico e com o mesmo comportamento. O meu barco, coitado, bailava que tinha o diabo e, eu ali com o miúdo, depressa me enfadei e comecei a tratar aquela malta pelos nomes próprios, à moda da minha terra, como se os conhecesse há muito: " cabrão" " seus filhos da puta"... Lá iamos tirando o nosso robalito e aguentando até que surge uma lancha em alta velocidade com um casal já idoso que, talvez por notarem a criança, abrandaram e passaram por nós em velocidade muito reduzida. Fiz-lhes um gesto (de agradecimento) mas não lhes disse nada, silêncio esse que o miúdo estranhou e o levou a esganiçar : " Seus filhos da puta" ...
" A Lua deu chuva, uma chuva em bátegas grossas, que desabavam como dilúvios. Mas cada aberta de sol era uma ressurreição: o céu azul, os telhados de um vermelho quente e, para os lados da terra, os campos e os montes mais verdes.
" Conforme ontem prometido:
Descobri-o há dias pela mão de um amigo, enquanto procurava uma imagem para ilustrar o post anterior, magnífica fotografia. E atrás dessa, apareceram outras que não lhe ficam atrás.
Antes da ponte da Varela, era aqui o fim da estrada. Do lado de lá, a Torreira, uma pequena aldeia piscatória, isolada por terra e à data só acessível por água. Daqui partiam e chegavam pessoas e mercadorias, fosse a peixeira com a canastra à cabeça para calcorrear as populações vizinhas, o médico para uma consulta do lado de lá ou aínda os primeiros veraneantes que íam a banhos. Ontem, o Sérgio Paulo Silva enviou-me esta foto a que junto o seu comentário.
Mar, metade da minha alma é feita de maresiaSophia de Mello Breyner
No dia 15 de Fevereiro de 1986, sábado, entre as 12H e as 16H, inesperadamente aconteceu a maior tempestade do séc.XX e a maior até à data nos Açores, em que o vento atingiu velocidades de 250 km/h.