sábado, 6 de setembro de 2008

"Romaria dos Pescadores"


"Mas a ria enche-se de asas brancas, garças reais que coalham o azul, além sobre a barra, onde a névoa fumega indecisa e lenta, e do outro lado, sobre Pardelhas, Estarreja, até Ovar bolinando ao vento. É uma verdadeira esquadra, embandeirada em festa, porque hoje é dia de São Paio, na Torreira. Cada barco traz a sua povoação, a sua aldeia, a sua canção, as suas guitarras e adufes. A ria torna-se melodiosa, e sussurra, vibrante nas suas ondas de água, finas como cabelos de mulher, que os ventos represados percutem como uma arcada de violino. Durante muito tempo embala-nos aquela música aquática, dolente e enlanguescedora. As tonalidades mudam. Já não há azul. Os longes tornaram-se brumosos, e a água oleosa, baça, não tem uma vaga, uma crispação. Dir-se-ia um lago imobilizado por um silêncio astral. Um cinzento de agonia envolve esta paisagem de além mundo,prostrada na morte , se o sol não acordar antes da tarde.
Mas sobre a Torreira estralejam os primeiros foguetes da festa com os seus balões brancos que, num jeito de pára-quedas, ficam a pairar no céu, e as canções dos barcos, que já não se ouviam, volta a ecoar numa harmonia de alaúde, sonambúlicas na sua tristeza de ladaínha. Nem no dia de hoje o homem deixou a faina da ria. Ainda tem tempo para ir à sua casa lacustre trocar os farrapos curtidos de salmoura pela véstia negra de festa. À tona d'água vogam os moliceiros, de amura baixa, velas brancas, quadradas muito altas sobre o mastro, a proa subida e recurvada como o pescoço dum cisne, voltado para trás. O seu galbo esbelto, de fina estrutura náutica, que alguns dizem herdado dos Fenícios, mas que seria mais exacto, talvez, atribuir às embarcações dos Vikings, é uma curva aláda, quase imponderável, que não fende as águas, antes desliza desposando as suas formas líquidas, numa subtil perfeição de equilíbrio.
Cada um ostenta à proa, num ingénuo painel pintado de cores álacres, numa rusticidade de ícone, a que não falta o fundo de oiro, um rei coroado, de sumptuoso manto de arminhos, com todos os atributos de majestade. É modelo antigo que a tradição mantém aínda. Mas há variantes. A mais vulgar é um par de noivos com grande legenda de graciosa malícia, que o artista assina.
Dois homens, um à vara e outo ao moliço, este último com dois ancinhos, verdadeiras cravelhas de guitarra que vão rapando o fundo da ria e são levantados, alternadamente, constítuem toda a sua tripulação. Há dezenas, centenas, todos do mesmo tipo, variando, apenas, na pintura da quilha, por vezes recortada da «falca», em largas bandas horizontais, onde o negro é constante, orlando dum almagre que criou ferrugem de oiro.
Mas a ria enche-se, mais e mais, de velas brancas. Parecem as núpcias do mar, que vêm de longe, de Aveiro, no seu labirinto de esteiros, vales e canais, aqui alargando, em golfos de contornada parábola, além mais impetuoso e extenso, quase sem limites terrestres, carreando peixe ou criando-o no seu fundo rico de plâncton."
texto-Artur Portela
gravura-Maluda

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Mais coisa menos coisa"

Curiosa fotografia que encontrei nas minhas "navegações" virtuais.
Um tubarão-frade arraçado de "baleia" dá à costa e a comunidade posa para a posteridade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Stromboli"











Há dias, quando vi a fotografia de Artur Pastor sobre a pesca do atum, lembrei-me de um filme que me ficou na retina principalmente por duas razões: a Ingrid Bergman e a cena de pesca.
Ela exalava charme, contenção e uma grande classe. Era nórdica sem ser a Garbo, era portuguesa sem ser a Amália, de mão na anca, em pose crispada.
Vale a pena rever o filme, em finais de verão, em inícios de Outono, é uma verdadeira sonata. O resto é Rossellini.

"Vougas-1948"



Hoje tive uma bela prenda, uma bela surpresa.
Recebi de J. A. Aldeia, estes artigos publicados no "Jornal do Pescador" sobre os campeões nacionais da classe "VOUGA" no ano de 1948. Tem um significado especial para mim porque sou admirador da classe, é um barco fantástico, português, nado e criado na região de Aveiro . Fruto do génio de um homem, António Gordinho, que fez os mais bonitos exemplares, muitos deles ainda a navegar e que serão sempre a bitola pela qual serão ajuízados todos os outros.
Ao João Aldeia o meu agradecimento, bons ventos pró Sesimbra

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

"Vito Dumas"





No dia 8 de agosto de 1943, Vito Dumas é recebido em Buenos Aires como héroi, acabava de dar a volta ao mundo, rondando os três principais cabos. Partira um ano e um mês antes, a bordo do LEGH II, sigla eleita por Dumas como lema: Lucha, Entereza, Hombría, Grandeza. No pequeno barco de 9,5m, parte em direção à Cidade do Cabo, depois Wellington, Valparaíso, Mar da Prata e finalmente Buenos Aires, deixando o Horn pelas costas. Não foi esta, nem a primeira nem a última das suas grandes viagens, em 1931 tinha já atravessado o Atlântico em solitário, entre França e a Argentina e em 1945 faz uma dupla travessia, passando por Montevideu, Punta del Este, Rio de Janeiro, Havana, Nova Iorque, Açores, Canárias, Cabo Verde e regressando a Buenos Aires, 234 dias depois tendo percorrido 17.045 milhas no inseparável LEGH II. A sua última grande aventura seria em 1955, sempre a solo, em que se propõe a fazer as 7.100 milhas que separam Buenos Aires de Nova Iorque numa só tirada, demoraria 117 dias. Continua a ser considerado por muitos o maior navegador solitário de sempre.

Fonte-www.navegantevitodumas.com.ar

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Auto-construção"

" Sim, sim, é verdade: há muitos anos que o meu antigo cunhado Eugénio foi comigo à pesca e viu como eu apanhava enguias à fisga (às cegas). Há quanto tempo te não vejo, rapaz! Vai daqui um abraço. Depois levei uma data de vêzes o teu filho, e meu sobrinho, Francisco com quem tive tardes inolvidáveis. Numa delas estavamos ao tim-tim entre a Torreira e a pousada e nesse dia a ria estava infestada de novos-ricos com lanchas potentes que não respeitavam nada nem ninguém. Passavam a duzentos à hora apesar de se ver a léguas o meu barco com uma criança dentro. Outros, também com motores avantajados, andavam para baixo e para cima ao corrico e com o mesmo comportamento. O meu barco, coitado, bailava que tinha o diabo e, eu ali com o miúdo, depressa me enfadei e comecei a tratar aquela malta pelos nomes próprios, à moda da minha terra, como se os conhecesse há muito: " cabrão" " seus filhos da puta"... Lá iamos tirando o nosso robalito e aguentando até que surge uma lancha em alta velocidade com um casal já idoso que, talvez por notarem a criança, abrandaram e passaram por nós em velocidade muito reduzida. Fiz-lhes um gesto (de agradecimento) mas não lhes disse nada, silêncio esse que o miúdo estranhou e o levou a esganiçar : " Seus filhos da puta" ...
Adiante. À Sra. D. Ana Maria Lopes, que não tenho o prazer de conhecer, um bem haja antecipado por estar a fazer um trabalho sobre o mestre Arnaldo. Penso que pouquinho mas poderei dar uma ajuda. Quando tiver o trabalho feito, p.f. dê-me notícias. O Dr. Alvaro Garrido ou aqui o Marco localizam-me em segundos.
Finalmente o também meu antigo cunhado e amigo de sempre João Fernando Veiga. Um abraço amigo também. Aqui vai o Esganagatos a navegar, numa brincadeira, no rio Antuã. Eu estou sentado na proa e o que tenho na mão é um galricho cheio.....de carapaus. Foi feito pelo meu sogro, José Neto, em tola e contraplacado marítimo. Tenho outro, também feito por ele e com os mesmos materiais mas muito maior, esse sim já próprio para andar pela ria larga. Comprei-o ao meu cunhado Manel que se queria desfazer dele e agora são ambos inegociáveis. Meu sogro fez maravilhas em e com a madeira (veja-se o tecto da igreja de S.Tiago, Estarreja) mas não era carpinteiro naval. Era um grande apaixonado da pesca das enguias e naturalmente o livro que escrevi sobre as enguias dediquei-lho e não prescindi dele na urdidura. Um dia ( ai há quantos anos!) fomos caçar rolas para a mata de S.Jacinto nos limites norte do que é hoje a reserva natural. Num telheiro estava um barquinho a que ele achou graça. Pegou-lhe e disse-me " Já viste como isto é leve? Qualquer pessoa sózinha o carrega e vai pescar em qualquer canto. Que jeitoso para ir ao candeio!". Tirou medidas e não tardou que tivesse feito uma réplica. Só que, metido à água, funcionava mal, emperrava. Modificou-o conforme a sua ideia e foi logo outra loiça. O producto acabado é isto que aqui está. Aos 70 e tal anos metia sem ajuda o barquinho na sua velha peugeot de caixa aberta e tanto ia pescar para Pardilhó como para Canelas ou Válega. E isto quase todos os dias. Como eu escrevi nesse tal meu livro, as minhocas do seu minhoqueiro eram muito saborosas e onde ele aparecia logo estragava o fieiro dos outros mesmo que já lá estivessem de véspera. Claro, isso era num tempo em que era possível fazer e registar a auto-construção. Agora as complicações são tantas que mais vale estar quieto. As novas leis são castradoras de tudo e de todos. Quem quizer fazer uma piroga deverá preferencialmente ir para a Amazónia. Se teimar em cá ficar, então terá que fazer barcos moliceiros, a motor e com retrete a bordo... Pronto. Já vos aborreci que chegasse e isto não é bem a minha àrea. Cá virei, de longe em longe, quando me aparecer alguma coisa com que possa ajudar o Marco a fazer singrar este seu interessante blog. Um abraço para todos."
Texto e fotografia- Sérgio Paulo Silva

"Mar Santo"

" A Lua deu chuva, uma chuva em bátegas grossas, que desabavam como dilúvios. Mas cada aberta de sol era uma ressurreição: o céu azul, os telhados de um vermelho quente e, para os lados da terra, os campos e os montes mais verdes.
O mar continuava o mesmo. Só os barcos do carapau podiam sair, que na borda a rebentação das ondas amainava. Ao largo, estava tudo branco de carneiros e o horizonte tapado por uma parede que ameaçava.
A puxar as redes, filas negras arrastavam-se pela praia acima - homens e mulheres em farrapos, já sem poderem arrancar os pés enterrados na areia, agarradas aos ombros as cordas que saíam do mar.
À frente das casas apertadas umas contra as outras, a todo o comprimento da praia, o paredão estava negro de gente a ver o mar. Outros barcos lançavam redes no mesmo sítio donde aquelas íam sair.
Rolos de nuvens brancas fugíam no céu azul, a querer puxar bom tempo. E em todos os olhos havia uma esperança, que o sudoeste tanto é sinal de que vai demorar o mau tempo, como é o vento que tráz o carapau à borda.
Desde o romper da madrugada que as companhas do arrasto andavam na faina. Era a gente mais pobre, que vivia para o sul da povoação. E nada: uns montinhos de carapau que cabiam num avental.
- Andam fartos de coar o mar! - murmurou, numa voz para dentro, uma mulher que passava."

in Mar Santo - Branquinho da Fonseca
Fotografia- Eduardo Gageiro

terça-feira, 26 de agosto de 2008

"Outros Barcos"

" Conforme ontem prometido:
Esta fotografia é gémea duma que publicitei no meu livro Um Santo Lavado com Vinho. Para que conste: houve há muitos anos um estaleiro naval no esteiro de Salreu. Dos Garridos. Faziam bateiras essencialmente, de tamanhos e configuração diversa para os trabalhos agrícolas ( juncos e canízias, movimentação de gados...). Em Canelas sobressaiu o mestre Arnaldo- aqui à esquerda, de chapéu - no mesmo mister. O último dos " Garridos"ainda vivo, depois de um período longo na Venezuela, regressou. E, como quem sabe nunca esquece, meteu mãos à obra a recuperar uma dessas bateiras.Ei-lo aqui de camisa branca desafiando o fotógrafo. Penso que os estudiosos deveriam ir até ao esteiro de Salreu conversar com ele e registar. A CM, sobretudo, devia destacar pessoas da sua Casa da Cultura para isso mesmo. Quanto ao mestre Arnaldo, já não é vivo. Mas terá família, amigos...questionando (a aldeia é pequena) talvez se conseguissem algumas fotografias. E, por falar nisso, quando voltares a Pardilhó, tu ou alguém que possas envolver, deviam filmar o estaleiro do Zé Pitarma e do Diniz. A câmara ( quem dera ! ) não captará os cheiros de madeiras e vernizes mas reterá o resto. Sobretudo demorem a câmara nas mãos desses artistas, vejam como eles moldam os barcos como se acariciassem as águas. Façam-no depressa mas sem pressas. Enquanto é possível. No anterior, como neste, se para além das fotos quiseres também publicar directamente o meu paleio, podes fazê-lo. Quando tiver mais, voltarei. Um abraço. "
Texto e fotografia- Sérgio Paulo Silva

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Artur Pastor"

Descobri-o há dias pela mão de um amigo, enquanto procurava uma imagem para ilustrar o post anterior, magnífica fotografia. E atrás dessa, apareceram outras que não lhe ficam atrás.
Pena minha que o seu espólio, adquirido pelo Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa não esteja aínda disponível online.

domingo, 24 de agosto de 2008

"Barca Bela"



Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela ...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!

Almeida Garrett
Fotografia - Artur Pastor

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Cais da Béstida"

Antes da ponte da Varela, era aqui o fim da estrada. Do lado de lá, a Torreira, uma pequena aldeia piscatória, isolada por terra e à data só acessível por água. Daqui partiam e chegavam pessoas e mercadorias, fosse a peixeira com a canastra à cabeça para calcorrear as populações vizinhas, o médico para uma consulta do lado de lá ou aínda os primeiros veraneantes que íam a banhos. Ontem, o Sérgio Paulo Silva enviou-me esta foto a que junto o seu comentário.

Caro Marco:
A imagem que aqui te envio faz parte do meu livro sobre o S.Paio ( Um Santo Lavado com Vinho) e é uma das muitas que usei de quantas foram feitas pelo Prof. Egas Moniz que, num tempo em que eram raríssimos os que possuiam máquina fotografica, tinha sensibilidade para "gastar" as películas em paisagens e gente anónima. Para além da excelência que lhe deu o prémio Nobel, tinha outras excelências... A imagem é dos anos 20 de século passado e não carece de grandes legendas. Cá fica enquanto não te arranjo mais. Saludos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Dia Mundial da Fotografia"



Para assinalar o dia, algumas fotografias de Augusto Cabrita.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Mar"

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Sophia de Mello Breyner

domingo, 17 de agosto de 2008

"Cruzeiro 08"



Do Cruzeiro da Ria, ainda uns instantes, capturados por valeroso elemento da embarcação.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Neptuno na Horta"

No dia 15 de Fevereiro de 1986, sábado, entre as 12H e as 16H, inesperadamente aconteceu a maior tempestade do séc.XX e a maior até à data nos Açores, em que o vento atingiu velocidades de 250 km/h.
José Henrique Azevedo fez fotografias durante e após a tempestade. As ondas atingiram entre 15 e 20 metros e a rebentação das ondas chegou a atingir os 60 metros.
Dois anos depois, querendo mostrar o acontecimento com mais facilidade aos iatistas, que frequentam o seu bar “Peter Café Sport”, José Henrique passou duas das fotografias de diapositivo a papel. Descobriu então, que no momento em que tinha tirado uma delas, se tinha formado na rebentação da onda, uma figura humana (cabelo, olhos, nariz, boca e barba) dando-lhe o nome de “Neptuno na Horta”.
Texto e fotografia retirados do site do Peter Café Sport-http://www.petercafesport.com/

"Torreira"

No ano de 1974 ou 75, o mar ameaçou e devastou grande parte da praia da Torreira, e outras presumo. A areia da praia começava no final do pequeno declive da Avenida, acabava o alcatrão e começava a praia. Não me lembro dos pormenores, só do trânsito de camiões carregados de pedras e da falta de acessibilidade nos anos seguintes. A partir daí, uma muralha de pedra protegia as casas e as pessoas, pra mim não era mais que um empecilho pra chegar à praia, um último obstáculo antes de me estalangar ao sol, antes daquele mergulho.
Anos mais tarde, ou melhor, há uma semana atrás mostraram-me esta fotografia e melhor aínda, facultaram-ma, um poço em plena praia posto a descoberto pela tempestade.
Não ouso comentar, mas gostava.

Fotografia- Sérgio Paulo Silva

domingo, 10 de agosto de 2008

"Paul Elvström"



Em tempo de Jogos Olímpicos recorda-se um dos maiores, senão o maior regatista da vela ligeira. Participou em 8 Olimpíadas e é, juntamente com Carl Lewis e Al Oerter, o recordista em vitórias consecutivas nos Jogos. Em 1948 em FIREFLY, 52/56 e 60 em FINN.
Dedicado e perfecionista, a ele se devem algumas inovações que viriam posteriormente a ser adoptadas por todos, caso do Boomjack ou das cintas para os pés, entre outras.
Durante a sua carreira foi 15 vezes campeão do mundo, em 505, Finn, Snipe, Star, Flying Dutchman, 5.5, Soling e Half Ton.
Foi fabricante de velas, mastros e retrancas, desenhou barcos e ajudou na criação de regras internacionais de regatas. Em 1996 foi nomeado Desportista Dinamarquês do século e em 2007 foi um dos primeiros escolhidos pela ISAF para o "Sailing Hall of Fame".

coffee & milk

Rodin-made in China
postado por Moreira