Sexta-feira passada saio a correr muito do trabalho e, depois de várias e diversificadas trangressões às leis da estrada, chego à Toreira onde já me esperava o armador deste menino aqui da fotografia, o "Raquel", para as primeiras apresentações. Na impossibilidade de participar nas regatas dos próximos dias 24 e 25, convidou-me a fazer parte da tripulação e é a velha história de perguntarem ao cego se quer ver..."Quando é?". Na sexta pouco ou nada se fez para além de pôr a conversa em dia e de algumas explicações prévias, combinou-se então para a manhã seguinte o aparelhar do barco enquanto maré fosse subindo e, logo que possível dar umas voltitas a aproveitar a tarde. No sábado a coisa prometia e conforme o previsto fomos aparelhando a embarcação para, logo a seguir ao almoço, hora em que já devíamos ter um palminho de água, levantar pano e fazer uns bordos. Estava um final de manhã de encomenda quando nos sentámos à mesa para uma refeição frugal, um céu azul e uma brisa apetitosa de oeste. De volta à marina, o vento já rodara para sul e com ele, nuvéns que não enganam ninguém, baixas, inchadas e mortinhas por nos estragar o dia. E estragaram... num instante já chovia em S.Jacinto e de lá até nós era uma pressinha, começou com uns ameaços mas não tardou a cair certinha, forte até.
Foi a tarde avançando e ela cair, mais conversa, cigarros e cafés e os barcos em seco já com uma maré altamente convidativa a umas voltas.
Já ao final da tarde parou a chuva e o vento e os barcos navegaram 20m em cima dos atrelados do sítio onde tinham sido aparelhados para onde ficaram estacionados...nada mal!
Ou seja, no próximo fim-de-semana vou participar com um barco onde nunca entrei e com uma equipa que não conheço, só espero que a "Lei de Murphy" não o seja pela sua infalibilidade.




